Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, defende a necessidade de "reformular a estrutura de resposta do comando metropolitano do Porto da PSP em diálogo com os autarcas, estabelecendo o balanço necessário em que a resposta rápida e competente não passa por termos mais esquadras abertas no Porto do que as que existem em Bruxelas, Madrid ou até Paris". O governante não descartou a hipótese de encerrar até algumas esquadras, garantindo que "nenhuma decisão será tomada sem diálogo com as autarquias".
O titular da pasta da Administração Interna indicou que este será "o desafio" para a nova comandante da estrutura metropolitana do Porto da PSP, Paula Peneda, empossada na sexta-feira. Eduardo Cabrita indicou que é necessário garantir "polícia presente e com uma resposta eficaz, essencialmente num município [Porto] que tem mais de 200 mil habitantes, mas que recebe milhões de turistas".
Paula Peneda referiu também, no discurso de tomada de posse, que "a proliferação de novas formas de criminalidade estão a determinar a necessidade de repensar e identificar novas formas de policiamento e de atuação". A nova comandante, que vai liderar uma estrutura de mais de três mil agentes, promete mais formação, uma gestão de recursos humanos "sensível" e uma política interna de reconhecimento do mérito.
Indica que os distritos do Porto, de Lisboa e de Setúbal representam, juntos, cerca de 50% da criminalidade registada no País. Os crimes contra o património, incluindo os furtos, são "cerca de metade das participações", seguidos das ofensas à integridade física, violência doméstica, ameaça e coação.