A vontade política conjugada com a capacidade militar dos portugueses tem o seu mais nobre relato n’Os Lusíadas.
Passados 500 anos, é altura de actualizar o nível de ridículo da epopeia. Como é evidente, não ombreio com Camões. Por outro lado, António Costa não é D. João II. Aliás, corrijo: Costa também foi segundo, mas só nas eleições.
Já tenho isto:
‘As armas e as munições assim palmadas / Do paiol dos militares, em Tancos / Por velhas vedações não vigiadas / A fazer recordar os nossos bancos’.
Conto ter isto pronto a tempo do regresso de António Costa das suas férias. Férias que, tiradas agora, são o equivalente político a deitar-se na posição fetal.