As imagens que nos chegam da América não são bonitas. Carros incendiados, lojas saqueadas, confrontos. O caos a resvalar para a anarquia. Tudo por causa de um tal Derek Chauvin, sujeito profundamente desequilibrado, que assassinou brutalmente um cidadão, no meio da rua, à luz do dia. O joelho do polícia no pescoço de George Floyd, durante nove minutos, asfixiando-o até à morte, é das imagens mais arrepiantes desde que o Mundo é uma aldeia global. Aquilo não é a Polícia e um polícia não é aquilo.
A revolta é natural, compreensível, mas o rasto de destruição e violência, alimentado por um país em profunda crise económica devido à pandemia – só em abril, 20 milhões de americanos perderam o emprego - tira razão aos protestos. Não é pegando fogo às esquadras, roubando lojas, disparando contra a autoridade, transformando as ruas em campos de batalha, que a América se reencontra e muito menos se cumprirá o sonho eterno de Luther King.
Nem sequer a esperança dos muitos que querem ver Trump longe do poder. O povo ordeiro não gosta de desordem. Cada pedra arremessada, cada vidro estilhaçado, cada polícia ferido é um voto a seu favor, um passo para a reeleição.