Quando em 1924 André Breton, cortando definitivamente com Dada e o seu niilismo radical, publica o ‘Manifesto Surrealista’, que viria a ser o primeiro dos três manifestos teóricos fundadores e enquadradores do surrealismo como corrente artística de vanguarda, ele vai enfatizar a prática do automatismo psíquico e das associações espontâneas como forma de libertação das convenções literárias e sociais e de quebrar a ditadura da lógica e da moral.
Havia já publicado em 1920, com Philippe Soupault, numa fase em que ainda navegava nas águas Dada, ‘Os Campos Magnéticos’, uma primeira experiência do que ficou conhecido como escrita automática, procedimento literário criado pelos dadaístas, mas posteriormente assumido e desenvolvido pelos surrealistas, e que consiste na escrita ao ritmo do fluxo do inconsciente, quase como em estado de hipnose, evitando qualquer controlo do pensamento consciente.
disco
UMA CATEDRAL SONORA A RASGAR AS NUVENS
Ao décimo primeiro álbum em 25 anos de carreira a banda de Chicago continua sem passos em falso, conseguindo um novo marco no seu country, aqui mais espacial e texturado do que nunca, com destaque para a riqueza rítmica e tímbrica da bateria mas mantendo a guitarra acústica no centro das operações.
disco
QUANDO O BELO SUPLANTA A RAIVA CATÁRTICA
À terceira encarnação a banda nova-iorquina deixa de compor apelando a longas e intensas performances ao vivo, imagem de marca dos seus últimos discos, para passar a fazê-lo a partir de esqueletos ditados por Michael Gira e completados por convidados escolhidos, resultando num álbum de extrema beleza.
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NUNCA NOVA IORQUE FOI TÃO ENCANTADORA
Maravilhosa declaração de amor a Nova Iorque, numa reivindicação do direito à fantasia amorosa, e que se torna num clássico instantâneo de Woody Allen, com humor, diálogos soberbos, piadas a rodos e imagens inesquecíveis de uma Manhattan de sonho, à chuva, e com a luz perfeita para nos encantar.
FUGIR DE:
Fernando Medina
Para além da polémica que envolve a AIA do novo aeroporto de Lisboa e da suspeição de que a vontade política se sobrepôs à avaliação técnica, há um quesito a montante bem mais importante e que devia ter sido colocado pela Câmara Municipal de Lisboa: a cidade tem capacidade de carga para o acréscimo de pessoas que a nova estrutura vai gerar? Basta pensar nas queixas quotidianas sobre o inferno que a cidade se tornou e ver o exemplo de Barcelona, onde um novo aeroporto foi recusado devido ao aumento de turistas que iria criar...